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A temporada 2011 vai começar com 2 brasileiros a menos no grid. Bruno Senna e Lucas Di Grassi ficaram a pé depois de uma temporada comendo o pão que o diabo amaçou nas duas piores equipes da temporada passada. Sim… os carros eram horríveis… mas não foi o desempenho dos dois que os tirou do grid, e sim a falta de patrocínio.
Quando a F1 acabou com os testes no meio da temporada, estreitou ainda mais a porta de entrada da categoria, já que o caminho mais normal para os jovens pilotos, era assinar como piloto de testes, mostrar serviço, e só depois, conseguir uma vaga de titular. Com isso, o grid era um pouco mais seguro. Mais técnico… eu diria… Mesmo com patrocínios milionários no bolso, um piloto despreparado só conseguia entrar no grid por equipes muito pequenas. O critério técnico era mais valorizado.
Hoje em dia, a grana anda falando mais alto, até para os grandes times… exemplo disso, a Williams, um dos times mais tradicionais do grid, “vendeu” a posição do Hülkenberg para o Pastor Maldonado… Na minha opinião se fosse levado em conta apenas o desempenho técnico, o venezuelano estaria aportando agora no máximo na Hispania… O pior, é que com isso, a segurança dos pilotos vai pro espaço… Dividir a pista a 300km/h com Maldonados, Karthikeyans, Liuzzis, Petrovs, Buemis, etc. é de dar medo... Sem falar que sempre aparece um Yamamoto no meio da temporada... Medo!!!!
O que assusta para nós brsileiros, é que logo logo, não teremos mais representantes no grid se a coisa continuar assim. Já não temos representantes na GP2, e sem duvida, falta uma categoria forte de monopostos aqui dentro do país. Tudo isso, mostra que o futuro tupiniquim na milionária F1 se revela cada vez mais sombrio.
Para se ter uma idéia de como os pilotos entravam na Formula 1 antigamente, dêem uma olhada no vídeo abaixo e vejam como um “novato” negociava um contrato com equipes grandes…
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